segunda-feira, 22 de junho de 2009

Queria ir embora.

Tá muito calor pra ficar de conchinha, queria vestir minhas roupas e mandar essa mina embora... O quanto antes.
Um camarada certa vez me disse:
- Nossas camas deveriam ter botão de “Eject”!
Na hora eu só ri e achei uma notação curiosa. Agora tava meio rindo sozinho e procurando algum lugar pelo qual ela poderia ser ejetada enquanto ela falava alguma coisa que eu não tava prestando atenção... teto, janela talvez?
Não é que a garota não seja gostosa, ela é, e não ouve nada de errado, foi um ótimo sexo e mesmo se tivesse sido ruim, sexo ruim é melhor do que qualquer outra coisa, certo?
Adoro acordar garotas chupando-as, o problema é que eu durmo como um morto e sempre acordo tarde pra caralho, o que faz com que essa prática seja de difícil realização. Mas vai ser foda de dormir com essa mina aqui, mas antes dormir do que conversar mais com ela porque puta que o pariu, eu só beijei ela da primeira vez para evitar ter que escutar ela falar ainda mais.
Parece que ela está dormindo agora, como gostaria de ir embora... Que bosta que estou em casa.

--KJ

Um Almoço no Shopping

“Está decidido” – pensei 5 segundos após acordar. Eu deveria ter aprendido que decisões tomadas 5 segundos após acordar nunca são boas, mas já estava decidido. Me arrumei rapidinho, sem muitos cuidados, afinal iria almoçar no shopping e já voltar para escrever no blog, ledo engano.

Fui andando de cabeça baixa pela rua, não por falta de confiança ou baixa auto-estima, estava pensativo e meus pés pareciam precisar de atenção especial, pensei na vida, claro, como todo mundo, pensei que estava solteiro, e que bem me faria uma namorada. Pensei também no que escrever no blog, mas essa parte não é importante, a da namorada/mulher é importante.

Cheguei a praça de alimentação, e já sabia que iria comer algum tipo de sanduíche, mas vamos pular essa parte. Depois de comer, enquanto ainda terminava de tomar o meu suco, olhei uma linda mulher comendo a “famosa” saladinha. Abaixei a cabeça por um segundo, dessa vez era a auto-estima, mas foi breve o momento, logo pensei que eu deveria ir falar com ela e somente iria esperar para receber algum olhar desapercebido.

Ela me olhou por 2 segundos e foi o suficiente para tentar alguma coisa, lancei-me. Levantei da mesa resoluto, andei a passos largos, pensando ... como diz a música do The Frames... na “Perfect Opening Line”. Conclui que um simples “oi” seria um ótimo começo.

“Oi” – disse eu sorridente e segurando uma cadeira da mesa dela.

“Oi” – disse ela.

“Posso me sentar por um instante?” – Apreensivo

“Pode, claro” – disse ela

- pausa eterna – na verdade dois segundos só.

Quando abri a boca para falar, ela quebra o silêncio primeiro – “Com licença” – levanta e sai.

Voltei para casa.

Just another clusterfuck of thoughts

It past by me fast, twenty-eight years, like a blink of an eye: adulthood. Like I haven’t enjoyed life and all that melodramatic bullshit. That’s right, melodramatic bullshit, because you have to think of everything you did and or not did, sum everything up and recognize that final number is positive, it always is, don’t fight against the pure and undeniable number.


Now I fell like every time I was felling blue was for lack of perspective, was for misjudgment, but that’s melodramatic bullshit as well. It’s just life as it is, it’s just a negative number in your equation, but always remember to add those rational numbers up and accepted that your life is better than you think.

I’m giving up of felling sorry for myself, of misjudging periods of time, for now on I will accept that the equation’s result is always positive and live each day in a way to improve this result, accepting any punctual outcome life may throw at me as a deviation of the central point, as should you do as well.

domingo, 14 de junho de 2009

O Céu estava bonito Hoje

Sempre se vê algumas pessoas nas ruas da vizinhança, apesar de ser domingo apesar do frio e apesar do feriado, apesar do sol que bate do outro lado da avenida, deste lado ainda está frio. Passando pela Praça Oswaldo Cruz onde sempre alguém está correndo e até chegar ao Shopping Curitiba se cruza com algumas pessoas que trabalham, andam, conversam e mechem umas com as outras, pessoas ás vezes compenetradas, ás vezes agressivas, continuo apesar deles e logo a frente existe um cursinho onde pessoas só esperam, matam aula e o tempo onde pessoas são bonitas e novas e alegres e esperançosas. Depois disso não tem nada por um tempo, já estou distraído demais para notar e analisar e tirar conclusões. Olho para os dois lados da rua e não há ninguém, ás vezes penso ter visto, talvez alguém. Uma vez... Uma vez eu sabia para onde ir, mas não mais, agora eu continuo andando e penso na Praça do Japão que já está quase chegando, longe de casa tenho vontade de voltar, mas não posso, não estando tão perto. Também tenho vontade de olhar para o céu azul frio e isso eu posso, apenas disfarço um pouco, me sento na praça pensando que poderia ter trazido o mp3 ou um livro, quem sabe os dois. Lembro-me de alguém com a vontade de tomar café que é tão bom no frio, que é tão bom com alguém e tão bom para acordar.

Penso se ela poderia me desprezar, me esforçando tanto, para ser alguém melhor, sempre para ser alguém melhor. Então... Penso em estratégias, no que não fazer e no que está pela frente sem ter medo de tentar, de pular, de cair. Resignado cruzo os braços para aquecer as mãos, as esfrego frente à boca aquecendo-as com um bafo quente forçado e me levanto apoiando no banco, volto para casa, volto para casa um pouco melhor do que sai porque o céu estava bonito hoje.
--KJ

sábado, 13 de junho de 2009

Minha mente ás vezes se perde, divago.

Sempre que estou ansioso me pego olhando pela janela e acabo me lembrando que Tomas nasceu assim, olhando pela janela. Preocupado com muitas coisas eu estou mas não é isso que me faz levantar de madrugada e vir fumar olhando pela janela.

Acho que é por causa daquele vento no rosto... sabe qual?

--KJ

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Eu vejo fantasmas

Numa dessas noites atrás, em um dia de todos os dias, após todo o expediente de trabalho e aulas chegou à hora pela qual tinha esperado durante quase uma semana, podia sair denovo. Essa minha mania de sair sozinho já durava algum tempo e nada de especial estava me esperando, pelo menos nada que eu tivesse total consciência, porque nesses dias de todos os dias onde nossa vida é meio que encenada para nós durante alguns instantes existe aquele frio e não é um frio que se possa agasalhar ou esquecer com álcool, estou falando daquele frio debaixo da pele dagente, o que nos faz abaixar nossos olhos um pouquinho antes de presenciar algo na esperança de poder ignorar o que vimos. Mas agente não pode ignorar essas coisas, podemos ficar distraídos, podemos apenas, como tantos outros, não ser sensível o suficiente para ver, mas uma vez que você veja, não há como disfarçar, e a negação não nos traz nenhum alento.
Esse dia todos os meus fantasmas também saíram para dançar, o meu azar... é que fomos todos nós parar no mesmo lugar. Eu dancei um pouco com eles, esbarrava em alguns de música em música. Não tenho nada contra ver fantasmas, eu tenho minha vida para viver e não os temo mais, me acostumei a viver ao redor de vários, o que me deprime é o desejo espalhafatosamente silencioso de que eles me vejam também.


--KJ

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Diga não ao Overshare

Oi, tudo bom?
Deveria ter (te) escrito isso antes porque na real, agora eu não tenho mais nada pra (te) dizer e não deveria ter (te) escrito, deveria ter (te) falado. Porque agora só o “Oi tudo bom?” já é tudo, entretanto, agora tenho uma historinha para compartilhar.
- Não me interrompa beleza? Você assume muita coisa sabia, acha que sabe como eu me sinto, o que eu desejo, quais são meus sonhos, assume que sou um cara bonzinho e assume que me apaixonar constantemente é uma falha ou que o fato de não me envolver com ninguém é falta de caráter – sim, isso é um fato – mas alguns fatos não querem dizer nada.
- Não me venha com essa merda de que eu sou bom demais para você, que você acha melhor não me ver mais porque não está preparada para um relacionamento. Isso é verdade, eu sou bom demais e você não está preparada para um relacionamento, mas quem disse que eu estou? As minhas decisões baby, sou eu que tomo, que tal você ser uma boa garota, calar essa merda desta sua boca e deixar que eu diga o que quero?
As coisas que as pessoas falam quando não querem mais se ver é a mais pura babaquice. Qual é a necessidade de discutir uma relação que não existe? E agente fica sem graça, sem ter o que falar nessas horas, porque não existe a necessidade de ser grosso e responder a verdade, certo? Muitas vezes não há nada de tão bom assim na verdade... E overshare meu caro, overshare é um pecado maior do que a mentira. Veja só um exemplo de overshare que achei melhor me calar:
(Imagine uma voz fina de mulher afetada e super gesticulando – não foi assim que aconteceu, mas é bem mais engraçado) – Ai, eu não estou preparada pra um relacionamento, acabei de sair de um longo e você é tão bom, não quero te magoar. (Cara de quem tá falando com uma criança retardada ou com um filhote doente)
(Agora a resposta que não se pode dar) – Relaxa garota, eu prefiro relacionamentos de verdade, cumplicidade, boas conversas e tudo que tenho direito, mas se você está propondo que eu te coma ás vezes e que não quer exclusividade de nenhuma das partes. Opa... Conte comigo.

Então, a moral desta história, se é que ela tem uma moral é:
Não assuma o que as pessoas querem ou sentem.
DR é só pra depois que já se tem um relacionamento.
Não de desculpas ou satisfações se alguém está afim de você, corresponda... ou não.
Diga NÃO ao Overshare.

--KJ